sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nosso ofício: contar história



Contar história nos atrai. Gostamos de contar e de ouvir contarem. Queremos contar cada vez melhor. Ampliar o repertório e melhorar a performance.
Somos perfeccionistas. 
Contamos como?
Lendo. Declamando. Dançando. Cantando. Bordando. Pintando. Com bonecos. Com instrumentos musicais. Com sucata. Fazendo instalações. Mímica. Palhaçadas. Utilizando os suportes mais variados.
O contador de história precisa apenas de duas ferramentas: emoção e afeto. O resto vem por acréscimo. O velho Gepeto construiu um boneco de madeira articulado e ganhou um filho de verdade. Mas que história fantástica o genial Collodi criou! Outros apenas fizeram relato de experiências: Marco Polo, Robinson Crusoé, Hans Staden... E que relatos!
E você, como conta? O que conta? Para quem conta? Por que conta? Quantas histórias você sabe contar? Qual é a sua preferida?
Contar história pode ser uma atividade diletante, voluntária. Mas pode se transformar numa atividade profissional, por que não? Isto você decide. Nós estamos aqui para ajudar. Para trocar experiências.
Nós nos veremos uma vez por mês, mas estaremos, a partir de agora, atentos para tudo que diz respeito a esta arte mais antiga da humanidade. Uma história lida, ouvida, contada, relembrada, uma ocorrência familiar, um fragmento de memória da própria infância, objetos, artigos, filmes, entrevistas, experiências profissionais bem sucedidas, mal sucedidas, tudo pode ser a ponta de uma meada plugada na emoção do contador de história.
Uma história bem contada tem o poder de encantar, de despertar talentos, irmanar pessoas, cicatrizar feridas, promover a paz e a concórdia. Uma história bem contada tem o poder de curar. A responsabilidade do narrador oral é muito grande porque a emoção perdura além do final da história e fica registrada no inconsciente e no subconsciente do público.
As histórias podem ser edificantes, educativas ou recreativas. A família prefere as edificantes. A escola infelizmente bate na tecla das educativas. Nós, do Núcleo CIRANDANDO de Contadores de História, preferimos nos ocupar de narrativas que emocionem e fortaleçam a autoestima do ser humano. 
 Em maio ocuparemos o espaço MUNDO DA CRIANÇA, no Parque do Sabiá, e realizaremos a 4ª Jornada CONTAR... CANTAR... BRINCAR...  Nós contaremos histórias na sombra daquelas árvores para todas as crianças de Uberlândia que vierem trazidas por sua escola, matriculadas na 2ª série (3º ano) do ensino fundamental. Em dezembro faremos uma festa de encerramento muito requintada, na qual todos nós nos apresentaremos no palco, para público convidado e familiares. Participe.
O contador de história que se preza tem sempre uma história pronta, na ponta da língua. Prepare uma história para cada reunião de nosso Núcleo.
Martha Pannunzio – Consultora do NCH CirAndando  -  fevereiro/2012

Um comentário:

  1. História com expressão corporal "UMA TROVOADA"
    Personagens: O Sol/ As Nuvens/ O Raio/ O Trovão

    Atores: Alunos Pernsonagens/ Instrumentos/ Vozes/ Materiais variados.

    HISTÓRIA

    Está um lindo dia e o Sol brilha, mas... o que acontece? As nuvens, negras e cinzentas aproximam-se e parecem dizer "hoje estamos zangadas, vai tempestade". Começa então a dançar envolta do Sol, num movimento cada vez mais vertiginoso, esconden-no até, mas... eis que chocam e se desfazem em água. O céu está escuro, surge o primeiro raio e ao longe ouve-se o trovão. Desencadeia-se uma enorme tempestade.
    Entretanto, as nuvens aterrorizadas fogem pé ante pé.
    O céu volta ao bonito tom de azul, o Sol sacode-se e brilha de novo. Tudo está em paz!

    Observação: Acabaste de ler um texto que se conta uma pequena história. Agora, utilizando todos os meios ao seu dispor, incluindo a expressão do teu corpo, tenta interpretá-la em conjunto com os teus colegas.
    Boa sorte e muita imaginação! E agora mãos à obra!
    Até da Bia

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